Coisa de amiga
De: Maria Christina
Para: Antônia
abri o livro como quem abre delicada caixinha de diamante.
comecei a ler à meia-noite, sábia hora em que o silêncio nos permite o melhor, e não consegui parar.
já sabia que seria assim.
por isso esperei também o meu momento.
uma pequena obra prima.
não falta nada.
o design acurado,atento a todo detalhe.
a textura vibrante e o brilho apaixonado do papel vermelho.
as fotos, sua diagramação, as tonalidades,
os símbolos que entremeiam tudo no lugar certo, estimulando a leitura e a curiosidade.
o formato, o título e os títulos de cada capítulo.
tudo tão cuidadoso, a artesã tecendo sua própria obra.
o texto…
bem, nessa hora a gente pensa ‘quem sou eu para comentar o que a Mestra escreve?’
mas é preciso dizer algo.
o texto flui como delicado rio que às vêzes se alvoroça com chuvas do vocabulário futebolístico (existe?),
com o amor que as palavras expressam tão bem,
com a verdade dos palavrões brasileiros,
com a paixão das mulheres que têm sangue nas veias.
a gente não consegue parar.
coloquial, informal, com a palavra certa no lugar certo, o ‘papo de boteco’ vai crescendo.
impecável.
e tem todo um outro lado.
o mais precioso?
O da semiótica antropóloga escritora e culta mulher.
que na sua simplicidade mantém o rigor necessário ‘em e com’ tudo.
a perspicácia antropológica, o olhar que soube ver.
descrever. analisar. interpretar. traduzir. decodificar.
na aparente, apenas aparente simplicidade do texto
se descobre ou revela o domínio das palavras, o estilo.
um estilo.
estilo de quem talento (inato).
mas que, ainda assim, como tecelã, fez de seu trabalho uma oficina diária.
esse livro é o resultado.
amiga, não nos prive mais.
queremos mais.
você agora não tem mais o direito de parar.
Convite
Na próxima terça-feira (10), recebo amigos e fanáticos por futebol para uma sessão de autógrafos nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação.
“Os depoimentos são saborosos registros polifônicos (ainda que sejam uníssonos na paixão) de viva voz da vida cotidiana dessas mulheres vista pela perspectiva da adesão voluntária ao objeto da paixão: o Clube Atlético Paranaense.”
Lígia Negri
“DEZ ATLETICANAS E UMA FANÁTICA é livro pra beliscar, aperitivar, comer pelas beiradas, aos poucos, devagar&sempre, cru, mal passado, no ponto, frio-ou-quente, nunca morno. Rico em sustância, vitaminado, cheio de sais minerais, previne&cura como bom remédio. Opulento como um banquete é uma sucessão de prazeres.”
Carlos Alberto Pessoa
Serviço:
Sessão de autógrafos - “Dez atleticanas e uma fanática”, de Antônia Schwinden
Local: Livrarias Curitiba Shopping Estação
Data: 10/06/2008
Horário: 19h30