Atlético, nada está perdido
Perdemos um jogo? É do futebol…. Este domingo parecia ser deles. Como resido nas imediações do estádio adversário, percebi pela movimentação que para eles este era um jogo de vida ou morte. É que eles iam enfrentar o Atlético.
Acompanhei o jogo pela rádio, o que exigiu muita imaginação, porque a interrupção com informações paralelas era tanta que não consegui acompanhar uma seqüência completa de qualquer jogada. Mas, no final, o que importa mesmo é o resultado. É claro que estou triste, mas apenas isso. E é só por hoje. Sempre ostentarei as cores rubro-negras com muito orgulho, porque um jogo é apenas um jogo. Acredito na tradição de força e garra do Atlético. Essa tradição que alimenta o espírito de superação… E a história do Atlético nos dá essa confiança.
O time não jogou bem? Nosso meio-campo foi pouco criativo? Está faltando liderança em campo? Ora, tudo isso pode ser superado com o grito apaixonado da nossa torcida, que sempre incendeia a Baixada e transfere ao time o fogo da empolgação. Lá estamos sempre para lembrar que “a camisa rubro-negra só se veste por amor”. Afinal, o futebol é o campo do possível e do impossível. E para os atleticanos o impossível não existe. Repito, perdemos apenas um jogo.
Por isso, mais do que nunca, o Atlético precisa de sua torcida. Nossas reivindicações à diretoria devem ficar para o momento certo. E devem ser firmes, capazes de alterar a teimosia que impede contratações de peso e insiste na venda de nossos melhores jogadores. Ninguém desconhece que, atualmente, no futebol é preciso contabilizar, é muito. Mas também qualquer um sabe que a contabilidade que dá lucro num clube de futebol se sustenta na manutenção de um time de primeira grandeza.
Ainda bem que nossa paixão pelo Atlético não precisa ser contabilizada. Ela se alimenta com a absoluta identificação com o espírito guerreiro, de raça e garra, que sempre nos diferenciou como torcida. Com certeza, domingo que vem estaremos no Caldeirão. Atlético, “cada vez te quero mais”!
Artigo publicado no jornal Gazeta do Povo em 27 de abril de 2008