O amigo americano

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Duas atleticanas e um fanático

Michael Powell voltou a Curitiba com sua mulher Luciana Navarro Powel e Alex, o filho deles que em 10 de junho fará um ano. Quando vieram me visitar, Luciana traduziu ao Michael o trecho das “Dez atleticanas e uma fanática” em que ele é citado. Ele ponderou que, além da aula intensiva de palavrão, outros aspectos o impressionaram muito e fizeram com que ele passasse a torcer pelo CAP. E se tem “atleticanices” para contar, é comigo mesmo…

Como você se dá com o futebol?

Michael – Tenho pouca experiência com o futebol, mas gosto muito, embora eu acompanhe mais o futebol americano. Mas nos EUA o futebol já está sendo bem difundido. É muito organizado também, porque está na escola, isto é, pode-se jogar desde os cinco anos até a universidade. Os que jogam futebol a partir dos dez anos já estão em competições. Parece-me que no momento é o esporte preferido das crianças e dos adolescentes americanos. Temos amigos cujas filhas, de 13 e 15 anos, jogam futebol. Os pais pagam dois mil dólares por ano e mais as despesas extras, por exemplo de transporte para competições, que possam aparecer. Uma coisa curiosa é que as pessoas, geralmente mulheres, que transportam essas crianças são chamadas de “soccer-mom”. Bem, lá também há muitas mulheres envolvidas com o futebol, por isso gostei muito do seu livro com essa perspectiva feminina.

Parece que você se sente muito bem em Curitiba. Como aconteceu essa ligação?

Michael – Vim passar minhas férias no Brasil, Rio de Janeiro. Conheci a Lu, que é daqui. Começamos a namorar, casamos e agora temos um filho. Sempre que podemos, estamos por aqui. Gosto muito da cidade.

E desde quando você acompanha o Atlético?

Michael – Desde 2001, quando ele ganhou o título de Campeão Brasileiro. Assisti ao jogo no telão, em frente ao estádio. A experiência foi ótima. Fiquei impressionado com a energia da torcida, a ausência de brigas. Vi um torcedor em cima de uma Kombi, outro fazendo xixi atrás de uma árvore, e tudo em paz. No meu país, os policiais já entrariam em ação… Aqui, não, eles apenas acompanhavam de longe.

E anos depois, fomos juntos ao estádio.

Michael – Também daquele jogo me lembro da energia contagiante. Impossível não ser levado por ela. Mas achei o juiz fraco tecnicamente. Reconheci a música de Pink Floyd e achei o máximo a versão com assobio. É tudo muito criativo. Fui ao banheiro num momento em que lá não havia luz, não sei bem por quê. Mas sei que estava tudo tranqüilo, aquilo não foi motivo de preocupação. Enfim, não provocou a neurose que provocaria se fosse lá no meu país. É uma pena que desta vez não poderemos ir ao estádio do CAP. Mas teremos outras oportunidades. Enquanto isso, quero que o Alex já vá aprendendo a jogar futebol…

 

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Luciana, Alex e Michael

Tomei as providências para que o desejo do Michael já começasse a se tornar realidade, dei de presente ao Alex uma minibola com o símbolo Atlético. E soube que ele não quer mais largá-la…

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Enviado na Quarta-feira, 30 de Abril de 2008 por admin na categoria O que eles dizem |

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