Foi bonita a festa, pá…
Nós, os atleticanos e atleticana, fizemos a nossa parte. Durante a semana que passou, respondemos às provocações com a altivez que caracteriza a torcida rubro-negra. Neste domingo, Lotamos o nosso estádio e fizemos o nosso Caldeirão ferver, com mosaico, faixas, bexigas e bandeiras. Coração na garganta, cantamos, empurramos e emprestamos fôlego ao time.
E também o time, na maior parte do tempo, fez a sua parte. Os jogadores se empenharam – e alguns até se superaram. A partida foi vibrante e o árbitro não interferiu no resultado (apesar dos tapinhas amistosos nos jogadores adversários). Vencemos o jogo. Mas não levamos o título.
O balanço final da campanha rubro-negra neste Campeonato Paranaense aponta que o Atlético somou 59 pontos, fez 43 gols e sofreu 14, um saldo de 33 gols. Nenhum outro time dos que disputavam o Campeonato superou esses números. Pois é, mas não levamos o título. Estranho?! Não, apenas perdemos em alguns detalhes. Talvez, o detalhe de aceitar um Regulamento como o de 2008. Neste momento, alegar isso, porém, pode nos fazer maus perdedores, o que certamente não somos.
Talvez o detalhe que nos fez perder o título tenha sido o excesso de racionalidade na condução do nosso Clube. Em uma crônica intitulada “Uma faca na alma”, Ferreira Gullar lá pelas tantas escreve: “A razão é fundamental, mas não é tudo.” E não escolhi este Ferreira poeta apenas para lembrar que, no meio do Campeonato, contávamos com um Ferreira que com a bola nos pés rabiscava seus instantes poéticos e nos fazia delirar. Escolhi porque essa é uma bela lição. Porque estou de olho no futuro rubro-negro e, como torcedora, quero que, na formação do nosso time, racionalidade e garantia de emoção tenham o mesmo peso.
Nós, os atleticanos e as atleticanas, vamos continuar fazendo a nossa parte. Aliás, já começamos, pois ao término do jogo, aqueles que saíam pela Getúlio Vargas gritavam – como se não tivéssemos perdido o título – com todo o entusiasmo: “Atléticooo”. Um grito de promessa de muitas outras festas bonitas, que, sem dúvida nenhuma, logo virão.
Artigo publicado no jornal Gazeta do Povo em 05 de maio de 2008
Uma resposta
guerrilheiro disse:
Terça-feira, 06 de Maio de 2008
Grande Antônia, seus textos são sempre duca e refletem exatamente o que a gente pensa.
Um abraço